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Longevidade das Empresas Familiares

13 setembro 2018 | in Artigo | by Heloisa Kanter

Aqui no Brasil 80% das empresas são familiares e representam 50% do PIB nacional, (Estadão 2017). Estes negócios possuem um peso importante para nossa econômica, porém um dado que nos entristece é que a média de vida destas empresas é até a terceira geração, sendo que apenas 3% conseguem chegar a quarta geração.

Embora empresas familiares apresentem uma cultura e valores mais fortes, costumem medir o sucesso de forma diferente (mais do que apenas lucro e crescimento), tenham um processo de decisão mais rápido/simplificado, em outras áreas como sucessão, globalização e tecnologia digital acabam apresentando maior resistência em mudar, tendem a perpetuar os mesmos modelos de gestão. E é nestas características que muitos negócios não se perpetuam a longo prazo.

43% das empresas não possuem plano de sucessão e a transição entre gerações acaba sendo a zona de ruptura do modelo de negócio, segundo dados PWC. Mesmo que haja planos detalhados para o futuro, grande parte tem como foco a operação, não incluindo plano para as questões familiares, pessoais e profissionais dos envolvidos. A visão de longo prazo precisa abarcar a família, os proprietários e a empresa.

Embora 66% das empresas digam que as estratégias da família e da empresa estão alinhadas, em nossa experiência com muitas destas empresas ainda há uma grande distância de fato e é nesta real distância que ocorre o enfraquecimento do empreendimento. Quanto mais cedo se clarear os papéis, expectativas e futuro da família junto ao negócio, mais efetivo será seu crescimento e longevidade.