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Empresas Familiares: o emocional que tranca

13 setembro 2018 | in Artigo | by Heloisa Kanter

Há mais de 15 anos venho trabalhando com empresas familiares, até mesmo porque no Brasil mais de 90% das empresas constituídas são familiares, segundo dados IBGE e Sebrae. E estas são responsáveis por cerca de 65% do PIB e 75% da força de trabalho. Mas quando falamos em longevidade, muitas têm dificuldade de levar adiante um planejamento estratégico de longo prazo ou até mesmo em realizar o processo de sucessão, devido, em grande parte, às questões emocionais envolvidas.

Algumas características que encontramos em muitas destas empresas:

– Centralização das decisões: tudo precisa passar pelo aval do diretor, tanto das questões estratégicas e táticas, como das operacionais.

– Gestão mais reativa: conforme as necessidades e demandas vão surgindo, vai se definindo as estratégias. Isso demonstra pouco foco em planejamento e prevenção.

– Sobreposição do papel familiar com o profissional, o que acaba, em muitas vezes, gerando um desgaste dentro da família.

Este estilo de gestão acaba sendo puxado pelo lado emocional que, muitas vezes, tem origem nas relações estabelecidas na família: “Eu que decido, sei o que é melhor para meus filhos.”, “Não vou assumir este projeto, pois não sou valorizado.”, “Ele sempre é o preferido.”, “Sou a mais velha, então decido.”, “Ninguém quer a empresa mesmo…”

Como é mais fácil focar em processos, sistema, regras, normativas, a parte emocional acaba sendo “empurrada”, jogando-se para baixo do “tapete”. Segundo dados analisados, a cada 100 empresas familiares abertas e ativas, apenas 30 sobrevivem à primeira sucessão e cinco chegam à terceira geração. O que é uma grande perda, pois empresas familiares, geralmente, possuem valores sólidos que criam um ambiente de lealdade e dedicação por parte de todos, sendo este um grande diferencial competitivo.